Do vinho, das rolhas de cortiça e do ambiente

As adegas que utilizam rolhas de cortiça podem reduzir entre 18% e 40% as emissões de CO2 das suas garrafas

P Parece ser que as rolhas de cortiça são o único vedante com impacto positivo, não só por apresentarem a menor pegada de carbono, mas também porque contribuem para a retenção de CO2 da atmosfera. Segundo um estudo publicado em 2010 pela Assolegno, uma associação italiana relacionada com a floresta, ao consumir 15 mil milhões de garrafas vedadas com rolha de cortiça por ano é possível reter a poluição provocada por 45 mil viaturas, ou seja, umas impressionantes de 118 500 toneladas anuais de dióxido de carbono. Se juntarmos a estes dados o importante papel do ecossistema montado na fixação de CO2, na preservação das espécies, na retenção da desertificação e na criação de trabalho, não restam dúvidas sobre o impacto positivo associado à utilização de rolhas de cortiça.

Por outro lado, mas ainda muito relacionado com a informação anterior, um estudo conduzido em 2007-2008 pela Pricewaterhouse Coopers analisou o ciclo de vida das rolhas de cortiça e avaliou os impactos ambientais potenciais dos três tipos de vedantes para as garrafas de vinho: rolhas de cortiça, cápsulas de alumínio e vedantes de plástico. Os resultados foram francamente favoráveis à rolha: em seis dos sete indicadores ambientais analisados, a rolha de cortiça demonstrou ser a mais eficiente, surgindo em segundo lugar apenas no consumo de água.

Uma última curiosidade: as adegas que utilizam rolhas de cortiça podem reduzir entre 18% e 40% as emissões de CO2 das suas garrafas, o que significa que esta é, inequivocamente, a melhor opção para os produtores de vinho, distribuidores e retalhistas que pretendem minimizar a pegada de carbono e adoptar as melhores práticas em relação ao desempenho ambiental.

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